
São João de Meriti | RJ


Leandro Gaseta - Editor
Comunicador Comunitário e Morador da comunidade. Conhece como ninguém a
realidade do lugar onde vive.
COMO SURGIU O
JORNAL DO NOVO RIO
O JORNAL DO NOVO RIO tem história!
Leandro Gaseta era aluno do segundo período de Jornalismo na Unisuam. Seu professor de Designer Editorial em Jornalismo incumbiu a tarefa de criar um veículo de comunicação.
Formaram-se diversos grupos para a realização do trabalho, que valia a nota do semestre. Leandro assumiu a liderança do seu grupo e "determinou" que o veículo a ser produzido fosse um "Jornal Comunitário".
Ele já teria como meta a especialização nessa área, pois foi sua inquietude, sua indignação perante as desigualdades que testemunhou (as mesmas que vivencia até hoje), que o levou para a faculdade de Jornalismo.
O laboratório usado para executarem o "trabalho acadêmico" foi o bairro onde morava, e onde pretendia atuar depois de formado: o Parque Novo Rio, em São João de Meriti.
Ele e seus colegas de curso passaram vários dias caminhando pela comunidade atrás de boas pautas. Tarefa extremamente simples. A cada passo que davam, encontravam problemas que precisavam ser "reportados".
Pautas definidas, apurações realizadas, personagens entrevistados, fotografias reveladas... (isso mesmo! REVELADAS - tecnologias digitais naquela época só na NASA), partiram para a redação. Depois de escreverem todas as matérias, editarem texto e foto para a composição das reportagens, seguiram para o laboratório, onde realizaram a diagramação. A arte-final do jornal ficou pronta em menos de uma semana, com oito páginas em preto e branco, no formato A4.
Mas o trabalho não terminaria assim, na Arte-final. O professor deixou claro que o grupo precisaria imprimir uma tiragem em máquina rotativa. Pois a última etapa da produção de um jornal é o "Acompanhamento Gráfico e Distribuição".
Partiram, então, para a cotação de preços. Para a surpresa (e desespero) dos alunos, nenhuma gráfica imprimia 100, 300, 500 jornais. A tiragem mínima que encontraram era de três mil exemplares.
Vaquinha realizada, arte-final enviada, acompanhamento
gráfico efetuado... Hora de distribuir!
Os primeiros exemplares foram para os professores avaliadores. Depois, para toda a classe. Em seguida, toda a universidade. Sobraram ainda quase mil jornais. O que fazer com eles?
Distribuir na própria comunidade, que serviu de laboratório para o trabalho, era o destino ideal para a sobra dos impressos.
No final da distribuição, quando todos os exemplares já estavam nas mãos dos moradores dos bairros Parque Novo Rio, Juriti e Araruama, o telefone não parou de tocar, a caixa de e-mails lotou de mensagens e não paravam de chegar vizinhos na porta para incentivá-lo e parabenizá-lo pelo trabalho.
E até hoje estamos nessa luta. Atualmente sem o tanto de incentivo da época, mas, a cada dia, com mais determinação e vontade de realizar.
O JORNAL DO NOVO RIO tem propósito!
A MISSÃO do JORNAL DO NOVO RIO é jogar luz sobre os problemas encontrados nos bairros por onde ele é distribuído, para provocar o debate entre a população e o poder público, no intuito de encontrarem, juntos, as melhores soluções para cada um dos problemas apresentados.
Para os leitores, o JORNAL DO NOVO RIO é "porta-voz das demandas sociais". Por suas páginas, o povo revela o que espera do poder público para garantir sua dignidade. Já para o poder público, é "ferramenta de definição das prioridades". Por suas páginas, os governantes e demais autoridades públicas conhecem os anseios e as reivindicações da população.


